Fundo Imobiliário fecha uma das maiores vendas de área logística

O mercado de galpões logísticos começou agitado com a conclusão de uma negociação iniciada no segundo semestre do ano passado envolvendo uma área superior a um milhão de metros quadrados, localizada em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Trata-se da antiga fábrica da Ford, local que estava sendo reestruturado para receber um centro logístico. O empreendimento foi comprado pela Prologis, um gigante do real estate logístico global, e terá toda a transação concluída, com pagamento integral, em 12 meses. Durante esse período estão previstas diligências operacionais e administrativas para garantir que toda a estrutura seja entregue à Prologis de forma adequada.

A venda do imóvel da antiga fábrica da Ford e sua transformação em um centro de distribuição logístico são exemplos concretos do potencial de crescimento e desenvolvimento do mercado imobiliário e logístico no Brasil.

“Essa operação reforça a importância dos investimentos em fundos imobiliários e a capacidade do setor de se adaptar e aproveitar oportunidades em meio a um cenário econômico dinâmico. O centro de distribuição logístico a ser desenvolvido pela Prologis no local trará diversos benefícios para a região, gerando empregos diretos, indiretos e modernizando a infraestrutura logística na área”, comenta Leonardo Pratali, da Vórtx.  “Acreditamos que a expertise e a reputação da Prologis no setor logístico garantirão o sucesso do empreendimento, proporcionando uma valorização significativa para o imóvel no longo prazo.”


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A maior parte do empreendimento, 75%, pertencia ao fundo imobiliário SJAU Logística, administrado pela Vórtx. Os outros 25% correspondem à fatia do FII BTLG Logística (BTLG 11), do BTG Pactual. Vendido agora por R$ 850 milhões, o local havia sido adquirido em 30 de outubro de 2020, por R$ 545 milhões.

A Prologis ganhou a disputa vencendo concorrentes de peso como Brookfield e GLP. O valor elevado da negociação se explica pela localização privilegiada do local, que facilita o transporte de mercadorias para grandes centros de consumo como a capital paulista e demais municípios da grande São Paulo terreno, dentro do conceito de “last mile”. A negociação representa uma das maiores transações do mercado imobiliário recente. Fica atrás apenas da compra, pelo fundo imobiliário do Credit Suisse CSHG Logística (HGLG11), do portfólio completo do FII GTIS Brazil Logistics (GTLG11) por aproximadamente R$ 1,4 bilhão, e pela venda de quatro prédios da São Carlos, controlada por Jorge Paulo Lemann e seus sócios na 3G Capital, para a Kinea incorporar no portfólio do FII KORE11 por R$ 865 milhões.

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